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Terça-feira, 12 DE Julho 2005
A mais recente polémica do futebol português envolve o jogador profissional de futebol Miguel e a sua entidade empregadora o Sport Lisboa e Benfica.

Pelo que vai sendo alegado por "portas e travessas", ao bom estilo do futebol português, Miguel invoca a inexistência do contrato que o "liga" ao Benfica até 2008, porque a sua assinatura não foi reconhecida presencialmente tal como obriga o artigo 32º, nº 2, alínea a) do Regulamento de Competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

O Sport Lisboa e Benfica afirma que está tudo como a Lei e os Regulamentos estabelecem.
A confirmar esta posição aparecem agora também a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, pela voz de Cunha Leal, e a Federação Portuguesa de Futebol, pela voz de Gilberto Madaíl, a afirmar exactamente o mesmo. O contrato assinado entre o Miguel e o SLB é válido e foi aceite pela Liga e pela Federação em 2003.

Temos então aqui, ao que parece, uma tentativa, condenável, por parte do jogador para se "libertar" de um contrato que foi assinado pelas duas partes (Miguel e Benfica) conscientemente e de livre vontade.
Esta situação apenas foi despoletada, ao que tudo indica, pelo facto do Miguel querer ir ganhar mais dinheiro para o estrangeiro (o qual está no seu direito), com o seu representante a ter direito a uma percentagem, que se traduziria concerteza num número com muitos zeros.
Podemos retirar algumas conclusões das palavras do advogado do jogador à SIC Notícias afirmando que foi feita uma proposta ao Benfica no valor de cinco milhões de euros pelo passe do jogador, muito abaixo do valor pedido pelo clube aos possíveis interessados.
Ao contrário do que ele diz, numa negociação não se oferece um montante tão avultado se a razão está tão claramente do nosso lado como tem sido "passado" para a comunicação social. Daí apenas se poder inferir que esta é uma tentativa de "forçar" a saída do Miguel por um valor inferior ao pedido pelo SLB, a detentora dos direitos desportivos relativos ao atleta, nada isto tendo a vêr com irregularidades do contrato.
Mais ainda, o Miguel sempre afirmou ter contrato com o Benfica até 2008, o que se revela estranho para quem reclama agora não conhecer os termos do documento que assinou.

Este caso, tal como o que envolveu a AS Roma com a contratação de Méxes, caso não seja resolvido pelas duas partes envolvidas, deverá ter uma resolução exemplar por parte das entidades competentes, nomeadamente a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a UEFA e a FIFA, sob pena de nos próximos tempos termos inúmeras situações como esta, apenas porque os jogadores consideram já não ter condições para continuar a desempenhar as suas funções no clube que os contratou.
publicado por Pedro Miguel Branco às 16:53
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